Um espaço para falar das coisas importantes do mundo, do meu mundo e do nosso. Mas também para falar de coisas simples que num momento específico são também o mundo de alguém. Um espaço com espaço para tudo e todos...

20120116

"Muda de vida, não podes viver contrafeito. Muda de vida!"

20111020

E afinal... já se passou outra vez...

Sim... já se passou outra vez muito tempo desde a última vez que escrevi. Agora escrevo e nem abri o blog para ver quando foi a última mensagem nem sobre o que falava...

Em todo este tempo percorri muitas milhas, muitas emoções, muitas funções, algumas alegrias e naturalmente algumas frustrações...

Como é natural, também aprendi. Sempre aprendemos com as nossas experiências! E como foram ricos em experiências estes meses de Agosto e Setembro! E posso dizer com muita certeza, que essas foram todas positivas! Obrigada a todos que fizeram parte delas...

Também acho que finalmente completei um ciclo... um ciclo de aprendizagem, de alguma loucura, aventura... Chega o momento de tomar decisões com firmeza, espero continuar a aprendizagem, a loucura e aventura, claro! Mas chegou aquele momento em que percebo ou penso que percebo por onde é o caminho. Há quem já o tenha definido aos 18 ou 20 anos... Eu já vou atrasada :)

Agora estou no tempo intermédio... limbo, será?! entre o antes e aquilo q percebi...

mmm e depois de toda esta reflexão, termino com uma algo meio parvo: acho que não tenho jeito nenhum para o limbo!

20110628

Keep it YOU

20110627

Desafios [ou falta deles]

Há sempre um momento em que, apesar de não vibrarmos mais, o conforto é rei!


O conforto de ficar sobrepõe-se ao desconforto de arriscar.

O bebé quando está confortável, muitas vezes no colo dos pais, adormece. Mas o adulto, a adulta, não podem adormecer… sob pena de não conseguirem acordar desse sono que passa despercebido, porque é confortável…

Os desafios assustam, mas afastam o sono! É só não fugir deles…

20110616

The looks


The looks, as aparências, o que a sociedade vê, o que as pessoas esperam/querem ver de nós.

Dizemos que não nos importamos, e por vezes não mesmo! Mas na maioria das vezes, as nossas escolhas são condicionadas por essa sociedade que espera que sejamos e ajamos de um certo modo. Uns mais conformados, outros mais irreverentes, mas [quase] todos acabamos por ser levados na onda...

Hoje, enquanto pensava sobre este facto e que inicialmente considerava totalmente mau... sim! porque também eu sou arrastada, por muito que lute contra! Hoje, conclui que quando q.b. não é totalmente mau... aliás não é novidade nenhuma... é mais uma aceitação própria. "No man is an island", portanto, se queremos viver em sociedade temos de alguma forma que nos deixar modelar por ela, desde que não percamos o nosso focus principal...

E esse já depende de cada um...

De qualquer forma... não consigo evitar o movimento involuntário dos meus lábios, a que a sociedade chama sorrir, enquanto imagino uma sociedade onde os looks assumem o 2º ou o 3º plano!

20110426

Procurei tanto nestes últimos dias a inspiração e a força em quem mais ma podia dar...

Hoje é 3ª e estou ainda... sentada no muro... o céu tem muitas nuvens cinzentas... quem sabe amanhã o sol brilhe! Sou optimista!

20110420

"Peço" emprestado...

Porque também me traduz... "peço emprestado", aspas porque ainda não o fiz... este texto...

"You are my friends, and the greatest love a person can have for his friends is to give is life for them."



A pessoa que disse isto, disse-o num jantar. Já em ambiente de fim de jantar, ambiente leve, de sobremesa, quando ainda se convive, mas já se sente o impulso de se levantarem e irem para a sala, ou buscar o café, ou à rua, os que vão fumar o seu cigarro e voltar ao convívio. A pessoa que disse isto, disse-o à 2000 anos. Se vivesse hoje, di-lo-ia de novo. Se vivesse hoje, talvez fosse rebelde da paz na Líbia, uma criança judia num colonato, um palestiniano sem comida para dar à família na faixa de gaza. Talvez fosse um emigrante mexicano num deserto do Texas, talvez fosse um camponês ou mineiro na América latina, ou um operário na china. Talvez fosse um angolano que vendesse carvão, talvez fosse um africano num bairro de lata de Espanha ou Portugal, promotor de reuniões de organização da comunidade. Talvez fosse um jovem europeu, cheio de estudos, mas que só tivesse ofertas de trabalho à experiência gratuitos. Talvez fosse uma mulher frágil, das ameaças do ex-marido que a enganou, vivendo com um ordenado pequeno e instável para ela e os filhos. Talvez fosse um jovem catequista a tentar mudar o vazio artificial da fé da sua paróquia preocupada com o status, talvez fosse um militante de um partido pequeno, numa terra dominada por um partido grande. Talvez fosse amigo de prostitutas, talvez
comesse com os sem abrigo, talvez fosse um empresário empreendedor à procura de
criar riqueza e distribuí-la por si e pelos trabalhadores a quem tenta dar emprego, talvez fosse um padre com ideias de uma Igreja muito humana, talvez fosse professor e sonhador, talvez fosse visto como subversivo, talvez fosse surfista, skater, talvezfosse amigo de toxicodependentes, talvez ligasse pouco a dinheiro e a burocracias, talvez dissesse o que dizia antes, talvez espalhasse amor por onde passava, talvez fosse morto ainda mais depressa pelos poderosos que usam o poder, não para os outros, mas para si mesmos. Talvez - não, disso tenho a certeza - desse de novo a vida pelos seus amigos, porque foi afinal a sua mensagem de amor que o matou. Que bom seria se ele vencesse a morte e ressuscitasse depois... era sinal que o Amor é maior que o poder, o controlo, o egoísmo, a chantagem, a opressão. Era sinal que o Amor, vence tudo e a vida é o que perdura depois!

:: in jornal diocesano 'Correio do Vouga'::

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